Blog do Roberto Ventura

Jornalista, radialista, Pós-Graduado em Assessoria de Comunicação  e Marketing, Comentarista e Analista Político da Rádio AG em FM.

Por: Roberto Ventura

O Brasil enfrenta uma crise de democracia ou de representação?

Câmara e Senado

O argumento em relação a crise democrática está diretamente ligado no funcionamento das democracias contemporâneas partindo do princípio de que as instituições políticas não têm mais condições de atender aos anseios e as demandas sociais. A defesa desse argumento pode ser explicada por alguns fatores, tais como: a distância entre o cidadão e seus representantes, a apatia e desinteresse dos cidadãos – eleitores na esfera política, desconfiança generalizada da sociedade perante os candidatos e representantes, e as instituições políticas (partidos políticos, parlamento).

Vale salientar, entretanto, que essa linha de pensamento não é unânime. De acordo com outra linha teórica de pensamento, tais fatores são ocasionados pela própria limitação da democracia representativa, levando-se em conta que nenhum sistema eleitoral é perfeito. Portanto, será exagero afirmar que o modelo de democracia contemporânea está em crise.

O descrédito e a insatisfação dos cidadãos com o funcionamento das instituições políticas, partidos políticos, parlamento e candidatos, tem levado, tem ocasionado uma grave crise de representação.

Quando há desconfiança e insatisfação, o cidadão percebe as instituições democráticas como algo diferente daquilo para o qual se supõe que elas tenham sido criadas.

Existe na maioria das democracias representativas, a desconfiança dos cidadãos em relação aos atores (candidatos e representantes), as instituições políticas (partidos políticos, parlamento).

Em países como a Holanda, a Dinamarca, a Noruega, a Finlândia, onde a democracia é mais consolidada, esse fator desconfiança ocorre em virtude da elevada instrução dos cidadãos que estão mais envolvidos no processo político e, por isso, se tornam mais críticos.

Já em relação aos países da América Latina, a desconfiança é muito mais acentuada, até por conta das desigualdades sociais fruto da grande concentração de renda existente, o que leva o cidadão a acreditar, a ter uma sensação de que o contexto institucional beneficia e está a serviço de alguns poucos cidadãos privilegiados e não de todos.

A queda do engajamento, do interesse dos cidadãos em participar do processo político, é por conta da baixa credibilidade que os cidadãos têm nos agentes políticos. Nesse contexto, eles preferem rejeitar a política, atuando individualmente em vez de coletivamente.

Política - Democracia - Representação

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