Blog do Roberto Ventura

Jornalista, radialista, Pós-Graduado em Assessoria de Comunicação  e Marketing, Comentarista e Analista Político da Rádio AG em FM.

Roberto Ventura

Conselhos para se fazer uma boa campanha eleitoral

Campanha eleitoral: coordenadores em reunião

Estamos a um ano e três meses das eleições municipais, pretensos candidatos – especificamente a cargos majoritários -, ganham as ruas na intenção de, uns tornarem-se conhecidos, outros tentando se firmar como político e reafirmar ou melhorar seus desempenhos nas pesquisas eleitorais.

A estrada é longa, principalmente para aqueles que detém altos índices de rejeição ou mesmo aqueles que tentam a todo custo emplacar seu nome diante do eleitorado. Mas para conquistar seus objetivos, é preciso planejar, porque sem planejamento, não há campanha vitoriosa.

Não se admite que ainda se faça campanhas políticas aos moldes tradicionais, onde se prioriza mais o “achismo” ao invés de uma estruturação profissional. Em política, o improviso é fatal! Não se pode fazer política a base do achismo, sob o domínio da paixão, da emoção, e sim, pela razão.

O que tenho presenciado é o puro amadorismo de candidatos que formam suas equipes baseados na improvisação com pessoas sem o minímo de conhecimento ou qualificação política; isso tem levado muitos deles ao insucesso nas urnas.

Na verdade, muitos candidatos brincam com a sorte, jogam no escuro, teimam em fazer campanhas à base da experiência de cabos eleitorais despreparados e que nada sabem em relação ao modelo moderno de se fazer campanhas eleitorais.

Equivocadamente, a experiência em eleições anteriores e as opiniões de cabos eleitorais e colaboradores, substituem a função da pesquisa; o “talento local não-especializado” (os responsáveis pelas fotografias, materiais gráficos etc), faz as vezes da equipe de publicidade; e a intuição, os sentimentos e a memória de eleições passadas substituem o complexo processo de construção da estratégia. Esse modelo é competitivo desde que todos os candidatos em disputa o adotem. Entretanto, se um dos candidatos adotar o modelo moderno de campanha, o modelo tradicional perde a sua competitividade.

Só é possível obter uma boa estratégia através de dados, baseados em pesquisas eleitorais. Uns dizem: “O candidato “A” está bem e liderando em determinado bairro!” Outros falam: “Estamos vencendo no conjunto ‘fulano de tal’, e o candidato “B” está perdendo em vários bairros”. Mas como eles chegaram a essa certeza se não foram feitas pesquisas que indiquem esses números? Pode-se ter uma ideia, uma previsão, mas não certeza absoluta. As pesquisas nos dar um direcionamento para a condução da campanha eleitoral.

Como saber os anseios, desejos e necessidades da população para se montar uma estratégia se você não tem os dados necessários? Como investir e colocar sua militância em determinada localidade sem saber como está sua aceitação ou rejeição? Como saber sobre o desempenho de seu adversário? Portanto, não se faz mais campanhas políticas sem pesquisas eleitorais. Não importa o tamanho do eleitorado, as pesquisas funcionam como uma bússola, elas mostram quando, como e onde se fazer um trabalho que alcance o objetivo desejado.

Em uma eleição, o dinheiro ajuda, mas não é tudo; temos vários exemplos de candidatos milionários, que gastam fortunas, conquistam grande parte de lideranças políticas, cabos eleitorais, políticos com ou sem mandatos, mas, no entanto, perdem eleição ou passam a apoiar outros candidatos que preenchem os requisitos básicos para se obter o sucesso nas urnas.

Dentre os vários exemplos, não custa nada lembrar do ex-vice-presidente da República José Alencar, um dos homens mais ricos deste país, que mesmo com toda sua fortuna, apoiou o ex-deputado Luiz Inácio Lula da Silva na campanha presidencial, isso porque o petista reunia características de um candidato com bastante potencial e poderia chegar a vitória, como de fato aconteceu.

Em Alagoas, tivemos nas eleições de 2006, o ex-deputado federal e usineiro João Lyra, à época, o homem mais rico do estado. Lyra, compôs com a maioria dos deputados estaduais e federais, bem como cerca de 80 dos 102 prefeitos alagoanos, várias lideranças municipais, mas, no entanto, perdeu a eleição no primeiro turno para o governador Teotônio Vilela.

O sucesso em uma eleição depende de uma série de fatores: carisma, planejamento, um bom coordenador, um bom marqueteiro, habilidade política, ser bem relacionado com os diversos seguimentos da sociedade, uma eficiente e dedicada equipe de campanha, compor com lideranças políticas, poder de aglutinação, apoio em todos os níveis, e dar poderes aqueles que são preparados para essa missão e, evidentemente, uma boa situação financeira; essa é a fórmula. Numa eleição, o improviso pode custar caro!

Uma equipe não ganha eleição se for mal escalada, o amadorismo e a falta de conhecimento político podem levar uma campanha eleitoral a derrota. Então, é preciso ter bastante cuidado na montagem de sua equipe.

O candidato que tem o mínimo de bom senso, conhecimento e pretensões políticas, deve afastar o quanto antes, aqueles que atrapalham sua campanha, pessoas despreparadas que só pensam em manter seus privilégios. Essas figuras são nocivas a qualquer político que almeja sucesso em uma eleição. O candidato que delega poderes a amadores para comandar e coordenar determinadas áreas da campanha, sem dúvida, tende a ser derrotado.

 

 

 

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