Rodrigo Cunha

Natural de Arapiraca-AL, é graduado em Direito pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e pós-graduado em Gestão Estratégica Empresarial, pelo Instituto Superior de Línguas e Administração, em Lisboa, Portugal e em Direito do Consumidor pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp). Foi superintendente do Órgão de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/AL).

Desafios e superações

Municípios: desafios e superações

POR: Rodrigo Cunha
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Muitas questões relevantes estão aguardando, na virada do ano, as novas administrações municipais. São, na verdade, desafios que vão desde o relacionamento com os Estados e a União, passando pela descentralização dos recursos públicos e termina nos caminhos possíveis para a superação dos problemas.

Há casos mais graves, que beiram a situação de falência, e outros mais estáveis, em que um bom planejamento e a aplicação dos princípios de gestão podem e devem resolver a maioria dos impasses. Um dos mais relevantes diz respeito à municipalização de alguns serviços básicos, como a saúde e a educação.

Os repasses diretos aos municípios muitas vezes se transformam em gargalos, principalmente quando não há monitoramento eficiente por parte dos órgãos fiscalizadores ou na ausência de líderes devidamente preparados para os desafios que cercam a gestão pública.

As origens de uma maior independência dos municípios, ou seja, de uma maior autonomia em relação aos seus recursos, seus direitos e deveres, remontam períodos específicos da história do Brasil. O chamado municipalismo faz parte da nossa cultura política e está mais em voga durante os períodos de abertura política e/ou visão mais desenvolvimentista, quando o foco era o povoamento de algumas regiões, por exemplo.

O movimento defende que o município (na verdade, a cidade, a urbe) é a célula viva de uma sociedade, enquanto que Estado e Nação seriam definições mais abstratas. É nele que moram, trabalham e estudam os cidadãos. É onde convivem, consomem e criam laços afetivos e familiares.
A eficiência de uma boa administração está centrada na adoção de modelos de gestão definidos, customizados de acordo com as necessidades da população e com foco nas vocações locais. Saúde, educação e segurança serão sempre os pilares de uma cidade mais harmônica e menos desigual. Mas um município que se propõe ir além pensa estrategicamente, buscando ressaltar suas potencialidades e, dessa forma, atrair o desenvolvimento e uma melhor qualidade de vida. É o que todos nós, habitantes dos municípios, aguardamos sempre: compromisso e seriedade com a gestão pública e com as pessoas.

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