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Inimizade, dinheiro, pressão... Dez motivos que impedem um acordo entre Barça e PSG por Neymar

O jornal espanhol 'As' listou dez razões que explicam a dificuldade de uma resolução entre os clubes em uma das principais novelas da atual janela de transferências europeia

POR: Terra
Barcelona estaria receoso com a condição física de Neymar
Reprodução / PSG

A negociação do Barcelona com o PSG por Neymar é uma das principais desta janela de transferências. O mercado se encerra nesta segunda-feira e os clubes ainda não chegaram a uma resolução. A imprensa europeia, porém, segue cheia de especulações.

O jornal espanhol 'As' listou dez motivos que fazem com que a negociação ainda siga emperrada. A publicação aponta razões financeiras, protagonismo dos clubes, inimizade, insatisfação de jogadores e falta de apoio interno como uma das razões para que a negociação ainda esteja sem definição.

GESTO DEFINITIVO

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Barcelona espera uma postura mais incisiva (Foto: Franck Fife / AFP)

O Barcelona segue esperando que Neymar faça um "ato de rebeldia" para deixar claro ao PSG que quer deixar o clube. O jogador chegou a dar algumas impressões de que faria isso, mas nunca fechou as portas para os parisienses. O 'As' pontua que, se houve um tipo de gesto, este foi feito de forma interna.

RAZÕES ECONÔMICAS

O Barcelona não tem condições financeiras devidas para arcar com uma transferência do porte de Neymar. O clube precisou fazer um empréstimo para conseguir pagar a multa rescisória de Griezmann com o Atlético de Madrid. O PSG, desde o início, pede um dinheiro que o Barça não tem.

ATRITOS

Barcelona e PSG, segundo o jornal francês 'Le Parisien', são "inimigos íntimos". Nos últimos anos, os clubes disputaram jogadores, como Thiago Silva, Marquinhos, Verratti, Di María, Rabiot e Neymar, e construíram uma rivalidade no mercado. O Barcelona também já foi patrocinada por uma empresa do Qatar e a relação não terminou de forma positiva. Os donos do PSG são cataris.

FALTA DE COLABORAÇÃO

Com a dificuldade financeira exposta, o Barcelona propôs incluir jogadores de seu elenco como moeda de troca. O principal, Philippe Coutinho, preferiu ir para o Bayern de Munique, por empréstimo. Dembélé se recusa a ir para o PSG e quer ficar no Barcelona.

FALTA DE PRIVACIDADE

O Barcelona tornou público o interesse por Neymar, o que expôs o PSG. Com o interesse aberto a imprensa, as especulações cresceram e passaram a desgastar, ainda mais, a relação com o clube parisiense. O 'As' aponta que a atitude é contra "qualquer manual de política esportiva".

APOIO

O retorno de Neymar divide a diretoria do Barcelona. Alguns apostam na volta, enquanto outros não são tão a favor. O mesmo acontece com a torcida catalã. Os que vieram para ser o substituto de Neymar também não corresponderam, como Coutinho e Dembélé. Isso faz com que uma parte da diretoria aposta no retorno. Neymar, dentro do vestiário, porém, tem apoio total.

FALTA LIDERANÇA

Falta no Barcelona alguém que lidere a negociação. O presidente Josep Maria Bartomeu já declarou publicamente que Dembélé é melhor que Neymar, mas agora oferece o francês como moeda de troca. Até o momento, o mandatário não assumiu a liderança, que tem sido feita por outros membros da diretoria.

PROJETO ESPORTIVO

O jornal também aponta que ninguém dentro do clube sabe muito bem a necessidade de contratar Neymar após ter trazido Griezmann. Ninguém dentro do clube, como o treinador Ernesto Valverde e o diretor Eric Abidal, explicaram as razões técnicas para a contratação do brasileiro.

FALTA SINCERIDADE

Os dois clubes não falam abertamente sobre o assunto, o que faz com que a novela seja regada de especulações. No PSG dizem que o Barcelona não foi, de fato, com a intenção de contratar Neymar, enquanto o Barcelona afirma que os franceses não querem vender o atacante.

TEMPO

Apesar do interesse já estar ventilado na imprensa há um bom tempo, os clubes demoraram a agir e a iniciar as negociações. As conversas se intensificaram nas últimas semanas e empecilhos continuaram surgindo. Agora, faltam apenas quatro dias para o fim da janela e o acordo ainda está longe de acontecer.

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