Alagoas

BC vê melhora na economia, mas queda da inflação aquém da esperada

Por Folha 26/07/2016 15h03
BC vê melhora na economia, mas queda da inflação aquém da esperada
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O Banco Central vê sinais de melhora na economia, mas afirma que a inflação tem recuado a uma velocidade "aquém da almejada", ao listar os fatores que levaram a instituição a manter a taxa básica de juros em 14,25% ao ano na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) da semana passada.

A informação faz parte da ata da reunião da última quarta-feira (20), divulgada nesta terça-feira (26). O documento, com 20 parágrafos, ganhou novo formato, mais sucinto e com uma linguagem mais clara.

Nele, a instituição afirma, no entanto, que há perspectiva de progresso no combate à inflação, o que é apontado inclusive pela queda nas expectativas para 2017 e 2018.

As projeções do BC para a inflação são de 6,75% em 2016, acima do limite de 6,5%. Para 2017, estão em 4,5%, no cálculo que considera a manutenção da taxa atual de juros. Se a taxa básica cair, como prevê o mercado, a inflação terminaria o próximo ano em 5,3%, o que significaria uma "desinflação" em velocidade aquém da perseguida pelo Copom, segundo a instituição.

O BC vê como riscos para a inflação o comportamento do preço dos alimentos e a indexação da economia. Por outro lado, o BC avalia que o aumento do desemprego e a recessão podem produzir uma queda mais rápida da inflação, por exemplo, no setor de serviços.

A instituição também reafirma que a aprovação e implantação mais rápida das reformas propostas pelo governo na economia contribuiriam para uma queda mais rápida da inflação e dos juros.

"Todos os membros do Comitê enfatizaram que a continuidade dos esforços para aprovação e implementação dos ajustes na economia, notadamente no que diz respeito a reformas fiscais, é fundamental para facilitar e reduzir o custo do processo de desinflação. Não houve consenso sobre a velocidade desses ajustes, o que sugere que constituem, ao mesmo tempo, um risco e uma oportunidade", afirma o Copom.

A instituição sinaliza, inclusive, que alguns parte da melhora nas contas públicas pode depender de "medidas com impactos diretos desfavoráveis sobre a inflação", o que sugere aumento de impostos.

Para o BC, houve melhora perceptível do cenário econômico desde o início de junho, data da reunião anterior do Copom, com interrupção da queda do investimento e da produção industrial, e a economia deve se estabilizar em pouco tempo.