Decisão Judicial

MPE/AL condena a 92 anos de prisão acusados de chacina em Rio Largo

Uma das principais testemunhas do crime, Humberto Victor Cavalcante sobreviveu ao atentado, mas perdeu a visão de um dos olhos

POR: Redação com assessoria
Assessoria

Após mais de 18 horas de julgamento, o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) conseguiu, na madrugada desta quinta-feira (28), a condenação dos réus Ewerton dos Santos Seabra, Joas dos Santos Silva, Tallys Sena da Silva e Claudevan Francelino da Silva pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tentativa de homicídio e formação de quadrilha. Cada um deles foi condenado pela 8ª Vara Crimina da Capital à pena de 92 anos de reclusão.

O grupo foi responsável pelo assassinato de Walter Cícero da Silva, Daniel de Oliveira e Fernando Pedro Ferreira da Silva no dia 19 de outubro de 2012, em Rio Largo, devido à disputa por ponto de tráfico de drogas numa mesma região. Uma das principais testemunhas do crime, Humberto Victor Cavalcante sobreviveu ao atentado, mas perdeu a visão de um dos olhos.

O conflito teve início quando o sobrevivente rompeu com a quadrilha comandada por Joas dos Santos. Humberto Victor teria decidido abrir o próprio ponto de tráfico de drogas com as demais vítimas. Insatisfeita, a gangue dos réus cometeu os assassinatos e a tentativa de homicídio no local da comercialização um dia depois de ameaçar os integrantes do novo grupo que se formava.

A pedido da Promotoria de Justiça da Rio Largo, o julgamento foi desaforado da cidade para a 8ª Vara Criminal da Capital. “O desaforamento se deu em razão de sérios indícios quanto à imparcialidade dos jurados, por conta das ameaças a eles e a testemunhas de acusação, prejudicando desse modo o julgamento”, explicou o promotor de Justiça Antônio Luís Vilas Boas Sousa.

“Tínhamos convicção de que os réus eram os autores do crime, de modo que o Ministério Público mais uma vez cumpriu seu papel ao fazer justiça não só para os familiares das vítimas, como também para a população do Município de Rio Largo, que vivia ameaçada pela quadrilha de traficantes”, completou o titular da 48ª Promotoria de Justiça da Capital.

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