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Cão morre após comissário ordenar que ele ficasse em compartimento de malas de mão

Por MSN, com informações do Estadão 14/03/2018 14h02
Cão morre após comissário ordenar que ele ficasse em compartimento de malas de mão
Cão morre após comissário ordenar que ele ficasse em compartimento de malas de mão - Foto: Reprodução/Instagram

Nesta terça-feira, 13, no voo 1284 da United Airlines, que foi de Houston a Nova York, Estados Unidos, o erro de um funcionário da empresa custou a vida de Kokito, um bulldog francês de apenas 10 meses. O comissário de bordo instruiu a dona do cachorro, Catelina, a colocá-lo dentro do compartimento de malas de mão para a viagem que dura de 2 a 3 horas. Ao pousar, a dona e sua família descobriram que o cão estava morto.

Segundo informado por Maggie Gremminger, uma passageira do mesmo voo, via redes sociais, Catelina insistiu para que o cachorro - que viajava em uma pequena caixa de transporte - ficasse sob o assento durante o trajeto, mas o funcionário resistiu à ideia, ordenando para que colocasse o animal no compartimento de malas de mão, onde não há espaço e nem ventilação suficiente. Sophia, de 11 anos, filha de Catelina, revelou ao jornal Metro: "Minha mãe estava tipo 'é um cachorro, é um cachorro' e o comissário disse: 'você tem que colocá-lo ali em cima".

A United Airlines já assumiu a responsabilidade pela morte de Kokito e classificou o episódio como "um acidente trágico que nunca devia ter acontecido, já que os animais de estimação nunca deveriam ser colocados no compartimento das despesas gerais". Segundo a companhia, o caso está sendo investigado e Catelina e sua família foram ressarcidas com as passagens.

Dentre as companhias aéreas americanas, a United é a que teve o maior número de mortes de animais em seus voos, sendo 18 mortos e outros 13 feridos apenas em 2017, segundo dados do Departamento de Transportes (DOT). No ano passado, a empresa também ficou em evidência por motivos desagradáveis, quando um passageiro foi literalmente arrastado pelos corredores de um dos aviões da companhia ao ser removido forçadamente de seu voo.