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Mãe se passa por filha de 10 anos e denuncia suspeito de pedofilia

A Delegacia da Mulher de Suzano, em São Paulo, vai instaurar um inquérito sobre o caso

POR: O Globo
O suspeito usou as redes sociais para pedir sotos intimas da criança
Reprodução/Snapchat

Uma mãe registrou um boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher de Suzano, em São Paulo, na segunda-feira (1º), contra um suspeito de pedofilia que enviou mensagens de caráter sexual para sua filha de 10 anos e ainda pediu fotos nuas da criança.

Nas conversas, Tatiane Soriano, de 32 anos, se passou pela menina e modificou um pouco a idade, dizendo que era uma criança de 12 anos, mas isso não serviu de barreira para o homem, que continuou com as investidas.

“Que sirva de exemplo para outras mães, que elas tenham a coragem de denunciar. As crianças têm que ter quem olhe por elas. Minha filha está assustada com o que aconteceu, mas está bem”,  disse a micropigmentadora ao GLOBO nesta terça-feira (02).

De acordo com a delegada Silmara Marcelino, será instaurado um inquérito na Delegacia da Mulher de Suzano para apurar esse caso específico, mas se ficar comprovado que o suspeito aborda outras crianças ou se há uma rede de pedofilia por trás de tudo, a investigação poderá ficar a cargo da Polícia Federal.

“O suspeito pode responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, pois enviar mensagens de cunho pornográfico e pedir fotos de criança da forma como ele fez nos prints é crime previsto no ECA”, afirmou Marcelino.

Segundo a delegada, como a ocorrência foi registrada nesta segunda-feira, os investigadores ainda não tiveram tempo para localizar o suspeito. Embora a mãe da menina tenha pesquisado informações nas redes sociais dele, os dados não necessariamente correspondem à realidade e, portanto, ainda não foram confirmados pela polícia.

“Algumas informações chegaram para ela, muitas pessoas enviaram mensagens contando casos, mas não temos como confirmar se ele fez outras vítimas. Vamos fazer um rastreamento para chegar até nele e entrar em contato com a Polícia Federal se for o caso de isso ser uma rede com outras crianças envolvidas. Mas por enquanto esse caso específico ficará aqui na Delegacia da Mulher”, explicou a delegada.

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