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Bolsonaro cita Bíblia, Constituição, ataca esquerda e pede união pelo país

Para as emissoras de televisão, Bolsonaro adotou um discurso mais ameno e apaziguador.

POR: 7 segundos com UOL
Para as emissoras de televisão, Bolsonaro adotou um discurso mais ameno e apaziguador.
Divulgação

Em sua primeira fala após ser eleito presidente do Brasil neste domingo (28), durante uma transmissão ao vivo em seu perfil no Facebook, Jair Bolsonaro (PSL) citou a Bíblia e a Constituição e manteve ataques a esquerda. Depois, em uma transmissão para emissoras de televisão, o capitão reformado do Exército adotou um tom mais ameno e de união.

Ao optar por falar primeiro para seu eleitorado via redes sociais, Bolsonaro manteve sua estratégia de campanha. Pouco minutos depois, ao falar para as emissoras de televisão, leu um discurso e respondeu apenas duas perguntas feitas por um repórter de TV Globo.

"Fizemos uma campanha diferente dos outros, mas como deveria ser feita. Afinal de contas, a nossa bandeira, o nosso slogan, fui buscar naquilo que muitos chamam de caixa de ferramenta para consertar o homem e a mulher, que é a Bíblia sagrada", disse em transmissão ao vivo no Facebook ao lado da mulher e de uma tradutora de libras.

Em sua fala, Bolsonaro atacou a esquerda. "Não poderíamos mais continuar flertando com o socialismo, com o comunismo e com o populismo, e com o extremismo da esquerda."

"Todos compromissos assumidos serão cumpridos, nas mais variadas bancadas, com o povo em cada local do Brasil que estive presente, e fazendo um pequeno aparte", afirmou.

No final da transmissão no Facebook, Bolsonaro adotou um tom militar. "Missão não se escolhe nem se discute, se cumpre. Nós, juntos, cumpriremos a nossa missão de resgatar o Brasil."

Para as TVs, um discurso mais ameno

Para as emissoras de televisão, Bolsonaro adotou um discurso mais ameno e apaziguador. Na mensagem, o presidente eleito garantiu que o seu governo respeitará à Constituição e disse que liberdade é um princípio fundamental.

"Faço de vocês as minhas testemunhas, o de que esse governo será um defensor da Constituição, da Democracia e da Liberdade. Isso é uma promessa, não de um partido, mas um juramento de um homem a Deus. A verdade vai transformar esse país e a liberdade vai nos transformar em uma grande Nação", afirmou.

"A liberdade é um princípio fundamental da Constituição: liberdade de ir e vir, andar nas ruas; liberdade de empreender; liberdade política; liberdade de ter opinião; liberdade religiosa; liberdade de fazer escolhas e ser respeitado por elas. Esse é um país de todos nós, brasileiros natos ou de coração. Um Brasil de diversas opiniões, cores e orientações", completou ele, fazendo referências a vários grupos.

Após enfrentar uma campanha polarizada, Bolsonaro adotou o tom de união e disse que "todos somos apenas um país".

"Não existem brasileiros do Sul ou do Norte. Somos todos um só país. Somos todos uma só nação. Uma nação democrática", reforçou.

Ainda durante o discurso, Bolsonaro priorizou a fala sobre "emprego e equilíbrio fiscal" em seu novo governo, e disse que o déficit público primário precisa ser eliminado o mais rápido possível.

"Emprego, renda e equilíbrio fiscal é o nosso compromisso para ficarmos mais próximos de oportunidades e trabalho para todos. Quebraremos o ciclo vicioso do crescimento da dívida, substituindo-o pelo círculo virtuoso de menores déficits, dívidas decrescentes e juros mais baixos. Isso estimulará os investimentos, o crescimento e a consequente geração de empregos. O deficit público primário precisa ser eliminado o mais rápido possível e convertido em superávit", afirmou.

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