Meio Ambiente

Maceió pode ser a próxima cidade a banir canudos de plástico

Projeto de Lei tramita entre as comissões da Câmara Municipal

POR: Marcos Filipe Sousa
Canudos ainda da década de 60 podem está espalhados pelo planeta
AUTOSSUSTENTÁVEL

Está tramitando entre comissões na Câmara de Maceió, o projeto de lei do vereador falecido Silvânio Barbosa (MDB), que proíbe a utilização de canudos de plástico em estabelecimentos comerciais e a sua venda.

A primeira comissão que já deu parecer favorável foi a de Constituição, Justiça e Redação final, que teve como relator Eduardo Canuto (PSDB).

O projeto obriga restaurantes, bares, lanchonetes, barracas de praia, ambulantes e similares autorizados pela prefeitura a usarem e fornecerem canudos de papel biodegradável ou reciclável individual e hermeticamente embalados com embalagem semelhante.

As vereadoras Maria Aparecida e Silvania Barbosa, que fazem parte da comissão também votaram favoráveis ao projeto.

Em julho deste ano, o Rio de Janeiro se tornou a primeira capital brasileira a banir o uso de canudos plásticos em quiosques, bares e restaurantes. A ação foi seguida por outras cidades como Sorocaba, Londrina, Vila Velha e Santos.

O movimento para banir o prouto começou há três anos, quando o vídeo de uma tartaruga viralizou na internet. O animal tinha um canudinho entalado nas narinas. Nos Estados Unidos, 500 milhões de canudos são usados e descartados diariamente. No Brasil, não há dados tão precisos, mas segundo o IBGE, a produção foi de 2.800 toneladas em 2015.

Apesar de ter uma vida útil de dez minutos – o tempo que se gasta para tomar um refrigerante –, o canudo de plástico demora 500 anos para se decompor na natureza.

Desde que a produção de canudinhos em larga escala teve início, nos anos 60, estima-se que vaguem por aí, como detritos, 8,3 bilhões de toneladas de objetos feitos de plástico. Além disso, a indústria do poliestireno colabora para o agravamento do aquecimento global, pela emissão de gás carbônico na atmosfera, polui ecossistemas e ameaça a sobrevivência de animais em risco de extinção, como algumas das espécies de tartarugas marinhas.

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