Cinema

'Guaxuma', que emplacou nos principais festivais de cinema do mundo, estreia em Maceió

A exibição do premiado curta-metragem de Nara Normande será nesta sexta-feira (7), às 20h; diretora, que nasceu no bairro litorâneo da capital alagoana, fala sobre a carreira vitoriosa do filme

POR: Alagoas Boreal
'Guaxuma', que tem coprodução francesa, estreou mundialmente no Festival de Animação de Annecy (França) em junho
Reprodução

O premiadíssimo curta-metragem de Nara Normande, “Guaxuma”, chega finalmente a Maceió depois de uma peregrinação por festivais de cinema no Brasil e no mundo. A estreia alagoana dessa coprodução franco-brasileira acontece no Centro Cultural Arte Pajuçara, nesta sexta-feira (7), às 20h. A entrada, que está em promoção, custa R$ 8 e pode ser adquirida na bilheteria do cinema à avenida Doutor Antônio Gouveia, 1.113, orla da Pajuçara.

Além de “Guaxuma”, animação que mistura documentário e ficção, com filmagens em Maceió, Recife e Paris, e que levou, entre outros prêmios, o troféu de “melhor filme” nos dois festivais mais importantes do país – Gramado e Brasília –, outros filmes da diretora e roteirista foram programados para a sessão desta noite, que é uma realização da Mostra Sururu de Cinema: os curtas “Céu Estrelado”, de 2011, e “Sem Coração”, que teve a codireção do pernambucano Tião (Nara, nascida em Maceió, mora em Recife).

“Guaxuma” levou o prêmio de “melhor filme de curta-metragem” no Festival Gramado, no Rio Grande do Sul, e os troféus de “melhor direção”, “melhor direção de arte” e “melhor trilha sonora” no Festival de Brasília. “São os dois maiores festivais do Brasil, então isso é legal”, diz Nara Normande, em entrevista ao Alagoas Boreal. “Atualmente, está com uma carreira de 17 prêmios e duas menções, entre eles o prêmio do Festival de Hamptons, nos Estados Unidos, que pré-qualifica o filme para o Oscar – é um prêmio superimportante para a gente.”

A diretora - que estará presente à estreia maceioense no Arte Pajuçara – não para de viajar, acompanhando a carreira de “Guaxuma” em festivais de cinema mundo afora. “Acabamos de ganhar na Letônia, no Canadá – outro festival superimportante –, na Suíça... É isso, ‘Guaxuma’ é um filme sobre a minha infância, sobre a infância na praia, sobre crescer, sobre amizade... Então me remete muito a memórias felizes na praia e todas essas mudanças que a gente sofre, quando se muda e quando cresce, enfim, com perdas etc. É um filme muito pessoal, é o meu filme mais pessoal.”

Com “Sem Coração”, filmado no povoado Porto da Rua em São Miguel dos Milagres (litoral norte do Estado) e premiado na famosa Quinzena dos Realizadores, em Cannes (França), em 2014, afirma ter aberto as portas para o “mundo internacional” do cinema. “A partir da carreira de ‘Sem Coração’, eu consegui fazer uma coprodução com ‘Guaxuma’, porque, enfim, as pessoas gostavam de ‘Sem Coração’... Então essa trajetória já, que estava começando, abriu a possibilidade de fazer essa coprodução francesa, que foi muito importante para o filme e me deu visibilidade na França. Agora as pessoas me conhecem mais lá, quer dizer, me conhecem lá de alguma forma e com certeza isso ajuda em meus próximos projetos.”

Os próximos projetos são dois longas-metragens, o primeiro já com roteiro pronto, na fase de captação de recursos. “Esse longa vai ser coproduzido pela França e isso abre mil portas... Porque além de ter essa coprodução, ‘Guaxuma’ está indo muito bem, né. Toda essa quantidade de prêmios, a gente tem sido muito bem recebida”, comemora a diretora, observando a multiplicidade estética de sua animação-documentário. “É documentário e é uma ficção. É tudo um pouco misturado e por isso tem entrado em festivais bem diferentes, como o Festival de Documentários em Amsterdã, que é o maior festival de documentário do mundo, o Idfa. Também participou de festivais grandes de animação. ‘Guaxuma’ tem passeado um pouco por vários tipos de festivais, estou bem feliz com a carreira dele.”

Quanto aos longas, diz que já terminou de escrever o roteiro de “A Garça” – que será coodirigido, mais uma vez, pelo amigo Tião. “Tem muito trabalho pela frente. Mas é um filme ainda nesse universo de praia, de adolescentes... E é ficção, com atores. A gente pretende filmar no comecinho de 2020 – temos esse 2019 ainda para captar os recursos."

“Terra Nua”, o outro longa, será filmado em 2021. “Este vou dirigir sozinha. Já ganhei também o recurso do edital, para escrever. Estou na fase de desenvolvimento do projeto.”

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