Saúde

Oftalmologista do HGE orienta foliões no uso de pinturas faciais e glitters

Orientação de especialista começa pelo uso de glitter, purpurina e pinturas faciais, fantasias queridinhas dos foliões

Por 7Segundos com Ascom Sesau 28/02/2019 18h06
Oftalmologista do HGE orienta foliões no uso de pinturas faciais e glitters
Como o glitter usado no carnaval polui os oceanos - Foto: iStock

Com a chegada do carnaval, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), preocupada com a saúde dos foliões, divulgou nesta quinta-feira (28), orientação de ofitalmologista do Hospital Geral do Estado (HGE), sobre os cuidados no uso de glitters, purpurinas, pinturas faciais e maquiagens.

Muitas cores, fantasias e brilhos se misturam para compor o look na folia, o glitter, a purpurina e as pinturas faciais, por exemplo, são as queridinhas dos foliões – e realmente deixam qualquer produção com ares de festa. No entanto, quando aplicados próximo aos olhos, podem causar arranhões na córnea e ser a porta de entrada para vírus e bactérias que causam desde uma irritação ocular até problemas mais sérios. Portanto, alguns cuidados são necessários para preservar a saúde visual.

O primeiro e principal passo para seguir é a higienização. As mãos devem estar sempre limpas antes de aplicar qualquer maquiagem, além de pincéis e esponjas serem sempre bem lavados. Com o glitter e as tintas são necessários outros cuidados.

 Segundo Homero Costa, oftalmologista do HGE, é preciso estar atento na hora de aplicar o brilho.

“Quando o glitter cai nos olhos, a pessoa tem a sensação de areia, uma vez que, como elas são micropartículas ásperas, ao coçar, no desespero, o folião pode acabar arranhando a córnea”, explicou.

Pinturas faciais podem desenvolver alergias

As pinturas faciais agregam um brilho todo especial para a maquiagem carnavalesca, mas é preciso estar atento, pois algumas tintas podem desenvolver alergias em foliões muito sensíveis.

Homero alerta que, às vezes, o folião usa determinados tipos de tintas e, caso ele tenha alergia a algum produto, é possível que venha a desenvolver, na região ao redor dos olhos, um quadro sério de hipersensibilidade. O primeiro sinal ocular da alergia, segundo o especialista, é a coceira.

“O ato de coçar desencadeia uma série de reações químicas que faz com que haja mais inchaço, vermelhidão e que o ciclo se perpetue”, acrescentou.

Caso algum produto venha a cair nos olhos, a dica é prática: evite coçar.

“O recomendado é lavar com água corrente e soro fisiológico. Se uma hora após lavar os olhos, você ainda sentir ardor, coceira, visão turva ou vermelhidão, é importante consultar um oftalmologista para descartar qualquer problema mais sério”, recomenda Homero Costa.

Cuidados na Maquiagem

Outras recomendações que Homero Costa faz aos foliões, para preservar a saúde visual, são os cuidados com a utilização de cílios postiços.

“Tem muita gente que usa cola adesiva instantânea para colar os cílios. E isso é um ato extremamente errado e prejudicial aos olhos. Nesse caso, o jeito é cortá-los com um oftalmologista num consultório”, afirmou.

As espumas em spray, bastante comuns tanto nos bailes de Carnaval, podem causar irritação, alergia e até lesão mais séria na córnea.

“Boa parte dessas espumas são inflamáveis e, caso alguém esteja fumando ou mexendo com fogo, pode ter uma irritação na córnea ou queimaduras sérias”, destacou.

Quando mal utilizadas, as espumas podem causar irritação, alergia e até mesmo lesão mais séria na córnea. Outro cuidado que os foliões precisam considerar é em relação à conjuntivite, comum em épocas festivas devido à aglomeração de pessoas.

“Os tipos de conjuntivite viral e bacteriana são transmitidos através de contato direto com o agente, principalmente pelo toque das mãos e gotículas de saliva. O importante, então, é lavar sempre as mãos e nunca levá-las aos olhos”, orienta o oftalmologista do HGE.