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Assistência psicossocial leva apoio emocional a famílias do Pinheiro

Visitas foram iniciadas depois que o Município decretou Situação de Emergência

POR: Secom Maceió
A psicóloga Silma de Oliveira presta atendimento psicológico a moradores do Pinheiro
Secom Maceió

Um trabalho paciente, realizado casa a casa, algumas vezes em áreas distantes umas das outras. Desde o início do ano, psicólogos, assistentes sociais e técnicos da Prefeitura de Maceió percorrem as ruas do Pinheiro realizando atendimento a moradores que aguardam, com expectativa, os resultados dos estudos que nortearão as decisões sobre o destino do bairro.

As visitas foram iniciadas depois que o Município decretou Situação de Emergência – em dezembro do ano passado – em virtude das rachaduras e fissuras que surgiram no bairro, e continuam sendo feitas praticamente de domingo a domingo.

Enquanto técnicos da Defesa Civil avaliam situações de risco em imóveis e vias do bairro, e pesquisadores do Serviço Geológico Nacional (CPRM) buscam entender o que está acontecendo no solo e subsolo, psicólogos e assistentes sociais da Prefeitura ouvem e orientam moradores que, de uma hora para outra, viram suas vidas mudarem completamente.

Os moradores do Pinheiro sofreram um forte abalo emocional desde que casas e estabelecimentos comerciais foram afetados por fissuras – algumas bem profundas –, em um bairro que há até pouco tempo era sinônimo de tranquilidade.

“São pessoas que estão ansiosas, até angustiadas, pois a mudança é grande na vida delas. Apesar disso, não considero que estejam numa situação de estresse; estão preocupadas”, avalia Silma de Oliveira, psicóloga da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que vem atendendo aos moradores desde o início de janeiro. “O clima é de incerteza, mas percebo que os moradores já entendem melhor o que está acontecendo, principalmente após as informações repassadas quase que diariamente pela Defesa Civil, a CPRM e os veículos de comunicação”, comenta a psicóloga.

As demandas chegam à SMS de várias formas: por meio da Defesa Civil, durante as visitas às residências; por amigos e vizinhos de pessoas que já são atendidas; e pelos próprios moradores, que procuram os psicólogos em busca de atendimento. “Quando recebemos as demandas, vamos às casas das pessoas, onde quer que eles estejam”, explica Silma. “Isso vale tanto para quem ainda se encontra no Pinheiro, como para quem já deixou o bairro”, explica.

Três psicólogos atendem aos moradores do bairro, sob a coordenação da Gerência de Atenção Psicossocial da SMS. Até a última quarta-feira (27), haviam sido feitos 87 atendimentos, com 15 retornos. Silma explica que, em alguns casos, os moradores são encaminhados às unidades de saúde do município para um acompanhamento psicológico mais completo ou para outras especialidades médicas da rede pública. “Às vezes são moradores que têm hipertensão ou diabetes e, devido às preocupações, precisam ser encaminhados para clínicos gerais ou cardiologistas do sistema público de saúde, por exemplo”, diz.

Assistência Social

Os atendimentos psicossociais da Prefeitura de Maceió contam também com o apoio de técnicos e assistentes sociais da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas). Atualmente, o foco dos trabalhos é o levantamento populacional para identificar as pessoas que precisam de atendimento preferencial no caso de haver necessidade de evacuação, como crianças, cadeirantes, idosos ou pessoas com alguma doença que dificulte a locomoção.

Nas visitas às residências, feitas sempre por recomendação da Defesa Civil de Maceió, os assistentes sociais atendem às mais variadas demandas. “Já nos pediram caminhões para as mudanças, apoio psicológico, informações sobre o cadastramento no auxílio-moradia, ou a presença de médicos do Programa Saúde da Família (PSF)”, conta a assistente social Emy Oliveira. “Recebemos os pedidos e encaminhamos aos setores”, informa.

No início dos atendimentos, as assistentes sociais percebiam uma maior resistência a deixar os imóveis localizados nas áreas de risco. No relatório da Semas, há casos de pessoas que alegam dificuldade financeira para deixar a casa, outras que aguardam o pagamento do auxílio-moradia e também há quem se negue a sair do imóvel, mesmo com a recomendação da Defesa Civil,, até a conclusão dos estudos. “Em todos os casos, repassamos as orientações da Defesa Civil sobre os riscos e a necessidade de deixar o local”, diz Emy.

O trabalho de assistência psicossocial dos profissionais da Prefeitura de Maceió vai durar enquanto houver necessidade. “Não existe dia nem hora para os nossos atendimentos. Por ser uma situação de emergência, nós estamos à disposição dos moradores do Pinheiro sempre que eles precisarem”, garante Silma de Oliveira.

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