Transporte público

Sinturb registra mais uma queda de 1 milhão de passageiros em Maceió

POR: Assessoria
A queda foi de mais de 1 milhão de passageiros
Foto: Pei Fon / Secom Maceió

Nos quatros primeiros meses deste ano, o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Maceió - Sinturb, volta a registrar queda de mais de 1 milhão de passageiros, em contra partida os custos do setor só registraram aumento, como preço do diesel R$ 0,15 centavos mais caro e reajuste salarial dos rodoviários de 1,74%  previsto pra o próximo mês de junho.
 
A perda nesses quatro primeiros meses foi de 265.742 mil por mês, dando um total de 1.026.968 passageiros de janeiro a abril de 2019. A comparação foi feita com os mesmos meses do ano passado, que também possuíram feriados como o carnaval e semana santa, o prejuízo com a perda de passageiros ultrapassa 3 milhões de reais. Em 2018, a média era de 5.425.505, em 2019 de 5.159.763 passageiros pagantes.
 
De acordo com o advogado do Sinturb, Fernando Paiva, as empresas acumulam prejuízos nos últimos três anos com a queda de passageiros. “Nós continuamos transportando o número mais baixo de passageiros da história, os prejuízos só aumentam e ficamos impossibilitados de fazer investimentos.”, disse.
 
Mesmo previsto em contrato, o reajuste da passagem de 2019 ainda não foi concedido, outro fator que de acordo com o Sinturb, prejudica o sistema. “Temos cidades vizinhas que apresentam os mesmos problemas que os nossos, como Aracaju. Por lá, eles tem registros de transporte clandestino e diminuição de passageiros, mas em janeiro foi concedido o reajuste e eles já conseguiram colocar mais de 40 ônibus novos para rodar na cidade, o que chama o passageiro de volta. Aqui em maceió, com os prejuízos, aumento dos custos e sem tarifa, não conseguimos investir”, disse o Paiva.
 
Reajuste Salarial
 
Mesmo com o acúmulo de prejuízos e custos elevados, as empresas ofereceram a proposta, no qual cumpre o que ficou acertado no último acordo coletivo,  de reajuste para os rodoviários correspondendo a inflação, no salário e também cartão alimentação, aumento de 1,74%.
 
“Mesmo diante de todas as dificuldades, nós decidimos conceder o reajuste salarial, já pensando nas possíveis greves da categoria e como isso traria ainda mais prejuízo para as empresas e também para a população que defende diariamente do transporte de maceió”, disse o advogado.
 
Diesel
 
Se de um lado, os prejuízos e custos aumentaram, a categoria registrou aumento do principal insumo para se manter no setor de transporte, o óleo Diesel. De janeiro a abril de 2018 o diesel tinha uma média R$ 3,17 por litro de Diesel S-10, este ano, as empresas pagam em média R$ 3,32, um aumento de  R$ 0,15. Levando em consideração que as empresas utilizam 1 milhão e 800 mil litros por mês, equivale a um gasto a mais de 270 mil reais por mês.
 
O óleo diesel representa 23% dos custos mensais de cada empresa do setor. Os demais, representam pagamento de folha, manutenção e tributos.
 

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