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Presidente do TJ/AL diz que principal meta é bloqueio dos bens da Braskem

Tutmés Airan destacou que o processo é complexo, está apenas no começo, e a empresa tem todo o direito de se defender

POR: Assessoria
Tutmés Airan e líderes comunitários analisam mapa da região afetada.
Maria Eduarda Baltar.

O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Tutmés Airan, voltou a se reunir com representantes de moradores dos bairros afetados por afundamentos e rachaduras em Maceió, nesta segunda-feira (10), na sede do TJ. Participaram líderes do Pinheiro, Mutange e Bebedouro. 

Os residentes e comerciantes locais continuam defendendo que é preciso bloquear R$ 6,7 bilhões da Braskem, apontada como causadora dos problemas, conforme laudo do Serviço Geológico do Brasil. O valor foi o estipulado em ação impetrada pelo Ministério Público de Alagoas e a Defensoria.

“O pleito central é o de bloqueio, para que eles possam acreditar que serão, se for caso, devidamente indenizados”, explicou Tutmés Airan. O desembargador afirmou que o pedido é razoável, tendo em vista que já há indicativo de evacuação de algumas áreas. Por outro lado, o presidente afirmou que seguirá buscando uma solução consensual junto à empresa.

Tutmés Airan destacou que o processo é complexo e está apenas no começo. “A Braskem tem todo o direito de se defender. Mas nós estamos com um desafio enorme, que é perceber que, nesse caso, o tempo do devido processo legal, é incompatível com o tempo real, o tempo do conflito. É esse o nosso maior desafio enquanto instituição. Seja como for, estamos atentos e vamos fazer o possível para resolver esse conflito de forma consensual”. 

Na reunião, os moradores relataram o drama vivido pelas pessoas da região e pediram respostas rápidas.

“A gente só espera que o Judiciário venha a ter uma celeridade. Não aguentamos mais estar aguardando (novos mapas). Estamos precisando de uma ação mais efetiva dos órgãos públicos, e para ontem, seja da Prefeitura ou do Governo do Estado. Tem pessoas muito abaladas e perdendo suas vidas”, disse o presidente da Associação dos Moradores do Mutange, Arnaldo Manuel.

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