Caso Guilherme Brandão

Fornecedor revela que recebia valor abaixo do acordado pelo Maikai

Carnaúba nega que tenha feito desvios nas finanças da casa de shows

POR: 7Segundos
Júri popular ocorre nesta quinta (13), no Fórum de Maceió
Ascom MPE/AL

A 9ª Vara Criminal da Capital iniciou, na manhã desta quinta-feira (13), o julgamento do assassino confesso do empresário Guilherme Paes Brandão, dono da Choparia e Bar Show Maikai. Ele foi assassinado com um tiro pelas costas, por Marcelo Carnaúba, na época gerente financeiro do Maikai, na manhã do dia 26 de fevereiro de 2014, dentro do seu próprio estabelecimento. 

De acordo com os autos, Carnaúba era gerente administrativo da casa de shows, acumulando ainda a gerência financeira do estabelecimento. Ainda segundo os autos, o acusado efetuou disparo contra Guilherme Brandão para que ele não descobrisse o desvio de dinheiro que havia feito na empresa.

Segundo informações da assessoria do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), a primeira testemunha, de acusação, a ser ouvida, é um fornecedor de gelo - que não teve a identidade divulgada. Em depoimento ao juiz Geraldo Cavalcante Amorim, titular da 9ª Vara, ele revelou que recebia valores menores do que aqueles devidos pelo Maikai em razão da venda do produto. A testemunha alega, ainda, que não conhecia direito Carnaúba e que ficou sabendo do crime pela imprensa.

Em depoimento à época do crime, Carnaúba confirmou ser o autor do disparo que resultou na morte do empresário. Disse que estava sofrendo pressão por conta dos problemas financeiros da casa de shows. Afirmou ainda que a arma foi comprada por ele um dia antes do crime e que só efetuou o disparo porque se sentiu ameaçado.

Acusado afastou funcionários na manhã do crime

Como parte do plano de assassinato, Carnaúba chegou a conceder folga a alguns funcionários da casa de shows naquela mesma data. A outros, ele sugeriu que chegassem mais tarde no expediente. Na manhã do dia em que ocorreu o crime, o gerente ligou o gerador de energia do estabelecimento, algo incomum no cotidiano da casa noturna, com o objetivo de disfarçar qualquer tipo de barulho diferente que despertasse suspeita quanto ao que estava prestes a ocorrer no escritório onde trabalhava.

A vítima, que costumava entrar na sala do acusado, adentrou o local sem a menor suspeita das intenções do empregado. “Já dentro da sala, Brandão foi atingido por um disparo de arma de fogo na região da nuca, o que nos fornece a certeza de que o empresário recebeu o ataque nas costas e pelas costas, vale dizer, por traição e de forma a não ter qualquer chance de defesa”, disse um trecho da denúncia. 

Depois do assassinato, o então gerente administrativo e financeiro do Maikai arrastou o corpo do patrão, modificando a cena do crime, no intuito de simular outro delito no local, conforme a Polícia Civil constatou no laudo pericial de local de morte violenta, o que configura uma tentativa de fraude processual, segundo a denúncia do MPE/AL. Para se eximir do crime, Carnaúba ainda escondeu a arma na caixa de energia da casa e avisou aos demais funcionários que havia sofrido um assalto e que a vítima estava baleada.

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