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Justiça manda soltar namorada de empresário presa na Fruto Proibido

Maria Clara Barros é estudante universitária; juízes aceitaram argumento de que prisão era desnecessária

POR: Assessoria
Sede do Tribunal de Justiça, na Praça Deodoro, Centro de Maceió
Assessoria

Os juízes da 17ª Vara Criminal da Capital concederam alvará de soltura, nessa quinta feira  (18), para a estudante universitária Maria Clara Barros, presa durante a Operação Fruto Proibido. O pedido de revogação da prisão foi ingressado pelo escritório do advogado Eduardo Cavalcanti. Maria Clara é namorada de Pablo Dantas Queiroz, empresário que foi preso acusado de sonegação fiscal.

A partir dos argumentos apresentados pela defesa, os juízes entenderam ser desnecessário manter a prisão e também não impuseram medidas restritivas de direito para a acusada.

O advogado Eduardo Cavalcanti sustentou que os fundamentos da determinação judicial, a partir da investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), não eram razoáveis e foram apresentados, na investigação, de maneira frágil em relação a estudante . 

“A operação em questão se mostra precipitada quando se usa prisões para cobrar tributos, em tese, indevidos. Maria Clara nunca se beneficiou de nenhum valor, nem mesmo dos celulares, referente aos crimes imputados, apenas seria namorada de um dos acusados”, detalhou o advogado.

Ele também argumentou que Maria Clara colaborou com a justiça desde o primeiro momento e continuará colaborando sempre que solicitada e houver necessidade. E acrescenta que a prisão dela foi um equívoco, já reparado pela Justiça do Estado.

“Acredito que a liberdade deve ser concedida, em breve, aos demais presos nesta operação. Para o crime os quais eles estão sendo acusados não haveria necessidade de prisão”, compreende Eduardo Cavalcanti.

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