Polícia

Caso Danilo: Defensoria vai pedir afastamento de policiais e acompanhará família

Casal relatou que sofreu tortura psicológica durante depoimento na DHPP

POR: 7Segundos
Família de de Danilo de Almeida Campos, 7 anos, durante o sepultamento da criança
Cortesia

A Defensoria Pública de Alagoas vai pedir o afastamento de toda a equipe policial que investiga a morte do menino Danilo de Almeida Campos. Ele foi encontrado morto no bairro Clima Bom, no último sábado (12).

A decisão foi tomada pelo defensor público Marcelo Arantes, após a mãe da vítima, Darcinéia Almeida, e o padrasto, José Roberto, denunciarem tortura psicológica e agressões durante depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).  

“Eles relataram que foram pressionados a confessar o homicídio que vitimou o Danilo. Como a informação que família trouxe, a Defensoria pede que essas denúncias sejam apuradas e que as investigações sigam de forma isenta”, explicou Marcelo Arantes.

Além da denúncia encaminhada aos órgãos fiscalizadores, o casal será acompanhado por um defensor público em qualquer oitiva.

Segundo o relato do casal, Darcinéia Almeida foi forçada pelos policiais a confessar o envolvimento no crime, recebeu tapas nas costas e não pôde tomar água enquanto estava na delegacia.

Crime

O garoto Danilo de Almeida Campos, que tinha apenas 7 anos, foi encontrado morto no último sábado (12). O corpo apresentava ferimentos de arma branca e espancamento.

Veja a nota de esclarecimento da PC/AL:

A direção da Polícia Civil de Alagoas, em virtude de acusação de supostas agressões, atribuídas a policiais civis, e que teriam ocorrido em uma delegacia de polícia da Capital, esclarece que quaisquer denúncias envolvendo possível desvio de conduta de integrantes da instituição são devidamente apuradas, desde que comunicadas oficialmente.

Adianta ainda que a mãe e o padrasto do menino Danilo Almeida, de 7 anos, foram encaminhados à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) a pedido da psicóloga que ouvia o irmão gêmeo do garoto morto, pois ela queria ter a contextualização mais ampla das pessoas que tinham uma relação mais próxima com a vítima.

A Polícia Civil de Alagoas esclarece também que possui dois canais internos para onde podem ser encaminhadas tais denúncias: a Corregedoria de Polícia Civil, localizada na Avenida Comendador Leão, no bairro do Poço, e a Ouvidoria de Polícia Civil, situada no Complexo de Delegacias Especializadas (Code), na Avenida Gustavo Paiva, em Mangabeiras.

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