Na Bienal

Juíza apresenta projetos do Judiciário voltados para adoção

Para a juíza, o maior desafio enfrentado pela adoção é que, apesar de ter mais pretendentes do que crianças e adolescentes disponíveis para adoção, poucos se encaixam nos padrões escolhidos

POR: Assessoria
Magistrada Fátima Pirauá falou sobre as formas de ajudar crianças e adolescentes que estão em abrigos
Anderson Moreira

Apaixonada pela temática, a juíza Fátima Pirauá literalmente vestiu a camisa de uma das campanhas do Judiciário em prol da adoção e falou, nesta quarta-feira (6), na 9ª Bienal Internacional do Livro em Alagoas, sobre a felicidade de quem conhece o amor de filhos adotivos e as diversas maneiras que a sociedade pode contribuir com o futuro de crianças e adolescentes que estão em casas de acolhimento.

O bate-papo foi realizado no estande da Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal) e da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis), localizado no Espaço Armazén, no bairro do Jaraguá. De acordo com a juíza Fátima Pirauá, o maior desafio enfrentado pela adoção no Brasil é que, apesar de ter mais pretendentes do que crianças e adolescentes disponíveis para adoção, poucos se encaixam nos padrões escolhidos.

“Nós temos um número muito grande de habilitados para adotar e um número muito menor de crianças e adolescentes a serem adotadas. O que ocorre é que esses pretendentes a adoção têm preferência, de quase 90%, por crianças pequenas de até 3 anos e poucos deles aceitam até 5 anos. Então, dos seis anos em diante, a gente praticamente não consegue adoção, assim como para aqueles que estão em grupos de irmãos, que têm alguma deficiência ou algum tipo de problema de saúde, mesmo que tratável”, contou.

Para incentivar a adoção de crianças mais velhas e adolescentes, a Coordenadoria Estadual da Infância e da Juventude (CEIJ/AL), órgão de assessoria da Presidência do Tribunal de Justiça de Alagoas, criou a campanha Adoções Possíveis. O projeto apresenta, por meio de imagens, fotos e vídeos, as expectativas de crianças que tem mais de seis anos de idade, adolescentes, grupos de irmãos e infantes que apresentam algum tipo de enfermidade física ou mental, cuja destituição do poder familiar já foi decretada.

Em 2016, o Poder Judiciário criou o projeto de Apadrinhamento, com o objetivo de levar mais consciência da vida real e social para as crianças e adolescentes que vivem em acolhimento institucional. Os interessados em participar da ação poderão escolher entre as três modalidades de padrinhos, são elas: afetivo, financeiro ou social.

“Quem não está com o coração aberto para a adoção pode estar para um apadrinhamento, levar uma criança para passear, participar de algum tipo de esporte, brincadeira, conhecer um parque, passar um final de semana ou feriado com sua família. Ainda temos os outros dois tipos de apadrinhamento, como o financeiro e o social. No financeiro, paga-se alguma coisa como um curso, uma escola particular, um esporte e no apadrinhamento social, o profissional oferece um pouco de seu trabalho para as crianças e adolescentes ou para o abrigo”, explicou a juíza Fátima Pirauá.

Estande do Judiciário na Bienal

Para a magistrada Fátima Pirauá, trazer esse tema importante para a Bienal é uma maneira de fazer o público conhecer a realidade de quem espera por uma família nos abrigos e tocar o coração de quem pensa em adotar ou simplesmente quer ajudar.

“Eu enxergo isso como uma excelente iniciativa. Eu acho que esse tipo de ação é imprescindível para divulgação desses projetos. Aproveitar esse momento da Bienal com esse público é importantíssimo. A gente agradece essa oportunidade e espera que mais resultados apareçam depois dessa conversa”, avaliou a magistrada.

Na oportunidade, foram disponibilizados folders sobre os projetos e fichas para fazer cadastros de pessoas interessadas apadrinhar.

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