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Julgamento contra prefeito de Marechal Deodoro é suspenso

Cacau é acusado de improbidade administrativa em ação popular

POR: 7Segundos
Cláudio Filho "Cacau", prefeito de Marechal Deodoro
Ascom Marechal

Foi suspenso nesta semana no pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) o julgamento contra o prefeito de Marechal Deodoro, Cláudio Roberto Ayres da Costa, mais conhecido como Cacau, acusado de improbidade administrativa.

De acordo com a assessoria de comunicação do judiciário, como a decisão não foi unânime, os desembargadores se reunirão novamente para retomar o julgamento, mas sem data definida.

O processo é de 2017 de uma ação popular que iniciou uma série de nomeações para diversos cargos da municipalidade, com projeto de lei à Câmara de Vereadores para a criação de 03 novas secretarias municipais, 02 superintendências, além de cargos em comissão, que segundo a ação, provocaria uma oneração orçamentária anual na folha de pagamento do município de R$ 2.431.464, 00.

A irregularidade teria ocorrido na forma em que o projeto de lei foi submetido à apreciação do Poder Legislativo Municipal, uma vez que não teriam sido cumpridas as exigências da lei.

Também na ação consta supostas irregularidades com o portal da transparência com a ausência de dados, como licitações e contratos, além da indicação precisa de cargos comissionados, bem como das contratações.

Acusações recentes

No final no mês passado, o prefeito foi acusado de superfaturamento na compra de cento e trinta mil reais em saquinhos de cominho. A denúncia foi do vereador Del Cavalcante (PMDB) que teve acesso a um contrato entre a prefeitura e Cooperativa dos Pequenos Agricultores Organizados, o valor foi gasto em 20 mil sacos do produto – comercializado por R$ 6,55 a unidade com 60 gramas.

Segundo a denúncia, os 20 mil sacos de cominho foram destinados a merenda dos alunos da rede municipal durante um ano. Segundo o Censo Escolar 2018, cerca de 9.616 estudantes se matricularam em creches, pré-escolas e no ensino fundamental em unidades escolares localizadas no município de Marechal Deodoro.

Os vereadores informaram que iriam acionar um Ministério Público do Estado (MPE) de Alagoas para apurar os contratos.

Cacau Julgamento suspenso

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