APÓS MEDIDAS

Lideranças acreditam que Braskem prepara “canteiro de obras” no Mutange

Moradores preparam atos para próxima sexta-feira (13), em Maceió

POR: 7Segundos
Mapa de desocupação divulgado pela Braskem
Assessoria

A Braskem deu início a um programa que irá indenizar e realocar moradores da área de resguardo que será criada em torno de 15 dos 35 poços de extração de sal-gema, que pertencem a empresa. Cerca de 1.500 pessoas vão deixar 400 imóveis que ficam localizados, principalmente, no bairro do Mutange, em Maceió.

Apesar de a Braskem já ter apresentado estudos que questionam a responsabilidade dela no fenômeno geológico que afeta os bairros Pinheiro, Mutange e Bebedouro, as novas medidas são baseadas no estudo inicial do Instituto de Geomecânica de Leipzig (IFG) na Alemanha.

No entanto, para um dos líderes do SOS Pinheiro, Geraldo Castro, a empresa vai realocar os moradores para criar um “canteiro de obras” no lugar das residências.

“Desde o começo, a gente entendeu que aquele desenho [mapa de desocupação] é para retirar o mínimo possível de casas para poder instalar o canteiro de obras. Ela vai precisar fazer obras para preencher os poços”, explicou.

O movimento SOS Pinheiro se refere ao preenchimento dos poços de extração com pasta de cimento, assim como foi recomendado pelo Ministério Público Federal (MPF) em uma ação civil pública.

“Eu acredito que essas medidas já são fruto da pressão que a gente exerceu. Queremos um encontro entre MPF, lideranças dos bairros e Braskem. A empresa precisa nos dizer qual o plano de indenização dos moradores. Porque, para nós, isso é um plano para o canteiro de obras”, ressaltou.

Nem todos os moradores atingidos pelo fenômeno geológico serão comtemplados pelas medidas. Porém, após uma reunião de apresentação dos planos da Braskem em novembro, o defensor público-geral do Estado, Ricardo Antunes Melro, disse que a petroquímica vai concluir o estudo relacionado a área do Pinheiro no primeiro trimestre de 2020.

Manifestação

Os moradores e lideranças estão preparando um ato em frente à sede da Defesa Civil e da Justiça Federal na sexta-feira (13).

As principais pautas são a ajuda humanitária de R$ 1 mil para todos os afetados que deve ser mantida até o recebimento da indenização e a participação popular na delimitação da área de resguardo.

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