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Pesquisadores apresentam resultado inicial sobre o monitoramento das manchas de óleo em Alagoas

FAPEAL disponibilizará R$ 200 mil para novos estudos

POR: 7segundos
Pesquisadores apresentam resultado inicial sobre o monitoramento das manchas de óleo em Alagoas
Thayla Paiva/7segundos

Nesta quinta-feira (12), uma força-tarefa formada por mais de 20 cientista da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) apresentou o resultado do monitoramento das manchas de óleo no litoral alagoano. 

O cientista e coordenador da pesquisa, Marcelo Oliveira, citou que apesar da 'acalmada' nas manchas, os trabalhos de pesquisa continuam. As primeiras coletas foram feitas no dia 13 e 14 de novembro, juntamente com o Instituto do Meio Ambiente (IMA), que também vinha monitorando a balneabilidade das praias. Dos dez pontos de coleta, 5 foram no litoral sul e outros cinco no litoral norte. Segundo o cientista, eles estão se baseando em cinco linhas de investigação: macrobiológica, detectação do petróleo, metais pesados, perfil de teor de óleos graxos e fisicoquímica. 

A Fundação de Amparo à Pesquisa em Alagoas (FAPEAL) irá doar R$ 200 mil para novos estudos. Segundo Marcelo, esse dinheiro irá prioritariamente para reagentes, que são necessários à pesquisa e tem um valor alto. Esse valor ajudará para que as pesquisas tenham continuidade e sejam mais robustas. Dois pontos na praia de Ponta Verde e Japaratinga tem preocupado os cientistas, que continuam avaliando a área, mas ainda não se sabe se é relacionado ao derramamento de óleo. 

Sobre o Rio São Francisco, o local não apresentou nenhum tipo de óleo, então os peixes da região podem ser consumidos sem risco algum. Segundo a reitora Valéria Correia, as marisqueiras tem procurado o grupo de estudos da UFAL pois as vendas caíram. A reitora diz que pretende promover mais ações com essas  mulheres que estão sofrendo com o impacto do óleo. Um seguro-defeso foi contemplado pela Secretaria de Agricultura do estado, mas esse dinheiro foi direcionado apenas aos pescadores e não as marisqueiras, que foram afetadas, principalmente na cidade de Feliz Deserto, no litoral sul de Alagoas, onde houe uma grande mortandade de massunim.

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