Investigações

Caso Danilo: padrasto estuprou menino antes de matá-lo, diz delegado

Detalhes do caso foram revelados pelo delegado Fábio Costa

POR: Redação, com assessoria
José Roberto de Morais, padrasto do menino Danilo Almeida
Reprodução/ TV Ponta Verde

Os delegados Bruno Emílio, Eduardo Mero e Fábio Costa, integrantes da comissão que investigou a morte do menino Danilo de Almeida Campos,  divulgou na manhã desta terça-feira (28) detalhes da apuração do caso. O padrasto do menino de sete anos, José Roberto de Morais,  foi indiciado pelo crime de homicídio triplamente qualificado. As investigações indicaram que o garoto foi também abusado sexualmente.

As informações foram dadas durante entrevista coletiva, no auditório da Polícia Civil, no bairro de Jacarecica, com as presenças também do delegado Thiago Prado, do diretor do Instituto Médico Legal, Fernando Marcelo, do diretor do Instituto de Criminalística, Wellington Melo, e dos peritos Rosana Coutinho, Clisney Omena e Carmélia Miranda.

Danilo desapareceu na tarde do dia 11 de outubro, e seu corpo foi encontrado no dia seguinte (12), na localidade conhecida como Beco da Maliu, no bairro Clima Bom II, na parte alta de Maceió. Ele apresentava lesões na cabeça provocadas por instrumento perfuro-contundente, sinais de esganadura e de abuso sexual.

Na tarde em que desapareceu, Danilo estava em companhia do irmão gêmeo (Daniel) e saiu de casa para levar um garfo até a oficina de conserto de bicicletas do padrasto que fica a cerca de 300 metros. A partir dai, sumiu.

O irmão Daniel chegou a comentar que Danilo teria sido sequestrado por uma mulher de cabelo verde, mas admitiu depois que essa estória lhe teria sido contada por José Roberto.

A mãe do menino, Dacineia Carlos de Almeida, em um primeiro depoimento caiu em várias contradições , como também José Roberto, o que demonstra que o casal tentou tumultuar as investigações. Em um segundo depoimento, ela disse suspeitar da participação do companheiro no assassinato.

As investigações esclareceram ainda que , quando o corpo foi encontrado, o menino usava roupa diferente daquela que vestia quando desapareceu, indicando que o autor do crime teria acesso às vestes do garoto. O calção que vestia ao ser encontrado havia sido lavado.

A comissão descobriu também que José Roberto , anos atrás, havia estuprado uma enteada, filha de uma ex-companheira, na cidade de Arapiraca, tendo por isso sua prisão preventiva decretada.

Os delegados concluíram que o padrasto do menino foi realmente quem o assassinou. Ele também vai responder por ocultação de cadáver, estupro de vulnerável e denunciação caluniosa.

O padrasto começou a ser cogitado como suspeito após diversas contradições no depoimento e pelo histórico de violência, já que ele também responde por um caso de estupro e cárcere privado contra a ex-companheira e a filha dela em Arapiraca.

Os investigadores acreditam que a desova do corpo aconteceu no momento das buscas, quando José Roberto indicou que o grupo que ajudava seguisse por outras direções enquanto ele seguia sozinho em direção ao local onde o menino Danilo foi encontrado.

José Roberto nega as acusações.

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