VIOLÊNCIA

Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal

Números da Secretaria de Segurança Pública apontam o contrário

POR: 7Segundos
Homicídio
Reprodução

De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com base nas informações do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais, de Rastreabilidade de Armas e Munições, de Material Genético, de Digitais e de Drogas (Sinesp), do Governo Federal, o número de homicídios no estado de Alagoas aumentou cerca de 7%, de janeiro a outubro do ano passado em relação ao mesmo período de 2018.

Segundo o ministério, ocorreram mais de 880 crimes com vítimas fatais no estado. As informações fazem parte dos boletins de ocorrência , compilados pelo ministério por meio da plataforma Sinesp. Apesar dos dados alarmantes, outros crimes no estado apresentaram diminuição. Nos meses analisados, ocorrências os casos de latrocínio (roubo seguido de morte), tentativa de homicídio, lesão corporal seguida de morte, estupro e roubos à instituições financeiras tiveram reduções no número de ocorrências.
Já os casos de furto e roubo de veículos, roubos de cargas tiveram aumentos de quase 30%. Na análise, também pode ser visto que a maior parte do crimes

que ocorreram no estado vitimizaram mais homens do que mulheres. Do total, 807 vítimas eram homens e 77 mulheres.

O Sinesp é uma plataforma de informações integradas, que possibilita consultas operacionais, investigativas e estratégicas sobre segurança pública. As informações são validadas pela Secretaria de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça, por meio dos boletins de ocorrência de todos os municípios, regiões administrativas, estados e do Distrito Federal.

O que esperar para 2020?

De acordo com a análise pela Segurança Pública de Alagoas o estado vem apresentando resultados expressivos no combate à violência. O mês de janeiro encerrou com queda de 17,6% no número de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI) em Maceió, o que representa para a capital alagoana o 19º mês seguido de redução deste tipo de crime. Os principais indicadores criminais foram apresentados durante entrevista coletiva, realizada na sede da SSP, no Centro, nesta segunda-feira (17).

Segundo os dados do Núcleo de Estatística e Análise Criminal (NEAC), Maceió contabilizou 28 homicídios em janeiro. O mesmo período do ano de 2019 teve um total de 34 casos. Já quando analisamos os dados referentes a Alagoas, constatamos que houve uma pequena elevação de 0,9%. O mês totalizou 110 mortes, uma a mais que o total de 2019, que contabilizou 109 crimes violentos contra a vida.

Apesar do pequeno aumento, o número ainda é baixo comparado a anos anteriores, como destaca o secretário da Segurança Pública, Lima Júnior. “Estamos brigando com os nossos melhores resultados. O ano de 2019 teve o número mais baixo de homicídios da história e iniciamos o ano mantendo essa média. Seguiremos intensificando as ações de combate a homicídios, priorizando sempre prender aquele que mata em Alagoas”, enfatizou.

Ainda durante a coletiva, foram apresentados números referentes a roubo de veículos e de roubo a coletivo urbano.

Os crimes cometidos dentro dos ônibus que circulam pela capital tiveram redução de 50% em janeiro. Apenas cinco ocorrências foram registradas, já no mesmo mês do ano anterior o número foi de 10 assaltos.

Roubo de cargas também apresentou redução de 33,3%, com um total de quatro casos registrados em todo o estado. Em janeiro de 2019 o Neac contabilizou seis crimes.

O secretário Lima Júnior disse que a integração entre as forças de segurança tem garantido bons resultados também no combate a Crimes Contra o Patrimônio (CVP), que seguem tendência de queda nos últimos anos.

“Em muitos estados do Nordeste, por exemplo, os números de homicídios e outros crimes tiveram alta neste início de ano. Aqui em Alagoas estamos trabalhando duro para manter os resultados positivos, que já são baixos. Iremos fortalecer ainda mais a integração, as estratégias de segurança e contamos com a população, por meio do Disque Denúncia, para contribuir com nosso trabalho”, finalizou.

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