o outro lado

Empresário sequestrado em Maceió dá detalhes do crime e nega dívidas

Rodrigo Bueno foi sequestrado e encontrado amarrado em um motel

POR: 7Segundos
Empresário de Maceió sofre sequestro e é resgatado com vida
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O empresário Rodrigo Bueno — sequestrado na tarde do último domingo (24) e encontrado amarrado em um quarto de motel localizado no bairro São Jorge, em Maceió, após familiares rastrearem seu aparelho celular e acionarem a Polícia Militar — deu detalhes do  crime à imprensa, nesta quarta-feira (27), e negou dívidas com os acusados.

Em depoimento ao delegado José Carlos, responsável pela Seção Antissequestro e Crimes Cibernéticos da Polícia Civil, os autores do crime identificados como Carlos Valerio Gonçalves do Amaral, de 58 anos, e Igor Ferreira Coimbra, de 32, afirmaram que o motivo do sequestro foi a cobrança de uma dívida de R$ 150 mil.

Em nota de esclarecimento divulgada à imprensa, o empresário afirmou ter sido vítima de tortura e tentativa de extorsão com a utilização de informações inverídicas sobre uma suposta dívida. 

"Por volta das 14h50 eu fui abordado por dois supostos 'policiais' fardados com uniforme da Policia, me obrigando a sair do meu carro, após apresentar um suposto 'mandado de prisão'. Me levaram para outro veículo com um dos supostos 'policiais', enquanto o outro suposto 'policial' conduzia o meu veículo. Fui encapuzado e direcionado a um motel localizado no bairro São Jorge", contou Bueno.

"No local eu fui amordaçado com fita adesiva, algemado e colocado engasga gato no meu braço esquerdo o qual o sequestrador me avisou que eu tinha poucos minutos de vida, pois meu coração iria parar. Foi aí que deu início a uma sessão de tortura, mostrou inclusive vídeos do dia a dia do meu filho, e após isso houve a tentativa de extorsão sendo apontada uma arma a todo momento em direção a minha cabeça", completou o empresário.

O empresário negou a existência de uma dívida com os acusados e que isto foi devidamente esclarecido ao delegado José Carlos. "Disponibilizei provas ao delegado da Polícia Civil através de cópias dos comprovantes de transferência depositados aos acusados, além de ter disponibilizado  meu celular para fazer perícia, além dos comprovantes de transferência, os quais comprovam que não ha dívidas. Fui vítima de um crime terrível, sem motivos", revelou.

As investigações sobre o crime seguem em andamento.

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