preocupante

Hospital da Mulher está com lotação máxima nas UTIs para Covid-19

Os 44 leitos de Unidade de Terapia Intensiva estão ocupados

POR: Agência Alagoas
Hospital da Mulher, localizado no bairro do Poço
Assessoria

O Hospital da Mulher, localizado no bairro Poço, em Maceió, que é referência para o tratamento de pacientes com suspeita e testados positivos para a Covid-19,  está funcionando com todos os 44 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocupados. De acordo com o boletim emitido pela Central Estadual de Regulação nesta quinta-feira (4), dos 50 leitos Clínicos, 36 estão preenchidos, o que equivale a 72% e, quanto aos 10 leitos de UTI Pediátrica, oito possuem crianças internadas, representando uma taxa de ocupação de 80%.

Nesta quinta-feira (04), dos 1.051 leitos destinados exclusivamente à Covid-19 no Estado, 683 estão preenchidos, o que representa uma taxa de 65% de ocupação. A situação é mais preocupante com as vagas de UTI: em Maceió, 78% delas estão ocupadas, enquanto no interior o índice chega a 81%. “Estamos conseguindo adiar esse colapso porque o Governo do Estado vem abrindo leitos toda semana, mas corremos o risco de não termos mais onde abrir novos leitos e poderemos entrar em colapso. Então, a população precisa ter essa consciência”, alertou o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres

O coordenador médico do Centro de Terapia Intensiva Covid-19 do Hospital da Mulher, Luiz Guilherme de Almeida, ressaltou que, caso haja falta de leitos, o risco de manter o paciente esperando por uma vaga na UTI tende a aumentar. Isso porque um paciente que já está interno na semi-intensiva do hospital pode vir a precisar de um leito desocupado na UTI. “O Governo do Estado transformou o Hospital da Mulher no maior Centro de Terapia Intensiva para o combate à Covid-19 no Estado de Alagoas. Estamos passando por uma situação preocupante. Por isso, reforçamos o apelo de que as pessoas devem manter o distanciamento social e, em caso de necessidade de sair de casa, usem máscara e tomem todos os cuidados de higiene”, orientou.

A infectologista e gerente médica do HM, Sarah Dominique, explicou que, a partir do momento em que o hospital tem uma taxa de ocupação de 100% na UTI, é preciso colocar em prática o plano de contingência. “Obviamente que o Plano de Contingenciamento do Estado de Alagoas é amplo, visto que ele contempla os leitos de terapia intensiva não só do Hospital da Mulher, mas, também, do Hospital Metropolitano e de outros hospitais, situados na capital, Sertão e Agreste alagoanos”, destacou.

De acordo com Dominique, a equipe do HM já calculou a instalação de mais dois leitos na semi-intensiva preparados, exclusivamente, para terapia intensiva, caso os pacientes precisem ser estabilizados, já que a taxa de ocupação da UTI chegou a 100%. Esses dois leitos de estabilização possuem monitores, bombas de infusão e ventiladores.

“Como no centro cirúrgico e recuperação pós-anestésica dispomos de réguas de gases, ar comprimido, oxigênio e de vácuo, existe a possibilidade de realizar uma adequação para abrirmos leitos de terapia intensiva [nesse ambiente]. Até agora não houve a necessidade, mas a direção do hospital já está em alerta. A preocupação é muito grande, porque a taxa da semi-intensiva varia de 80 a 98% também, semana a semana, onde há pacientes que precisam de uma grande vigilância, em virtude de eles demandarem de leitos de UTI”, explicou.

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