Alagoas

Consumo das Famílias de Maceió tem queda pelo quarto mês consecutivo

Segundo pesquisa do Instituto Fecomércio, recuo foi de 2,5% na variação mensal e de 13,52% no comparativo anual

Por Fecomercio 20/08/2020 16h04
Consumo das Famílias de Maceió tem queda pelo quarto mês consecutivo
Ruas do Centro de Maceió registram aglomeração - Foto: 7Segundos

Pelo quarto mês consecutivo, o consumo de bens e serviços registra queda em Maceió, conforme indica a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF). Realizada pelo Instituto Fecomércio AL, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a pesquisa demonstra uma queda de 2,5% na variação mensal.

No comparativo anual, as famílias estão consumindo 13,52% menos do que no mesmo mês do ano passado.

Segundo o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Felippe Rocha, um dos principais motivos para esse recuo é o medo dos consumidores em perderem seus empregos.

“Na comparação de julho ante junho, houve uma queda de 1,2% sobre a segurança de manterem seus atuais empregos. Quando isso ocorre, os consumidores tendem a frear seu consumo evitando qualquer surpresa adiante”, avalia.

Ainda de acordo com o levantamento, outro aspecto que freou o consumo foi a percepção dos indivíduos de que não ocorrerá melhora profissional até o final do ano, tendo uma queda de 3% neste subindicador quando comparado a junho, o que, junto ao medo de perder o emprego, reduz a intenção de consumo.

A renda atual caiu 1,5%, o que se explica devido à pandemia e ao isolamento social.

“Muitos consumidores tiveram sua renda diminuída, seja por serem autônomos e passarem a receber o Auxílio Emergencial ou por atuarem em empresas que reduziram a carga horária e, com isso, terem uma pequena queda na renda temporariamente”, reforça o economista.

Em relação às compras a prazo, houve redução de 0,7% em comparação a julho do ano passado. Queda maior foi registrada nas perspectivas de consumo até o final do ano, cujo recuo foi de 6,8%; mesmo percentual de baixa na intenção de aquisição de bens duráveis (televisores, geladeiras, carros, motos, etc.).